TIREOIDITE DE HASHIMOTO | Hipotireoidismo

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 17/01/2013

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Tireoidite de Hashimoto

 

A tireoidite de Hashimoto ou Tireoidite Crônica Autoimune é a principal causa de hipotireoidismo em regiões sem deficiência da ingestão de iodo. Acomete preferencialmente mulheres mais velhas, porém, pode ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade.

A doença não tem causa definida, mas acredita ser de causa multifatorial, entre ela infecções virais e consumo de iodo. É caracterizada por formação de imunocomplexos e complemento na membrana basal das células foliculares, causando infiltração linfocitária e hiperplasia folicular.

Os principais autoanticorpos presentes quando há a doença são: antitireoperoxidase (TPO), antitireoglobulina, anterreceptor de TSH e antitransportador de Iodo.  Os anticorpos que estão quase sempre presentes são o antitireoperoxidase e antitireoglobulina.

Sinais e Sintomas:

Inicialmente ocorre elevação transitória dos hormônios tireoidianos e os pacientes apresentam-se assintomáticos nessa fase. O diagnóstico é realizado nesse período através das alterações nos exames da função tireoidiana.

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A segunda fase é caracterizada pelo hipotireoidismo subclínico, definido pela elevação do TSH com valores normais de T3 e T4. O bócio surge em decorrência do efeito trófico do TSH no tecido folicular remanescente.

Os sinais e sintomas do hipotireoidismo passam a caracterizar o quadro clínico, portanto, o paciente apresenta cansaço, fraqueza, pele seca, intolerância ao frio, dificuldade de concentração, edema facial, constipação, perda de cabelo, dispneia e rouquidão.

A tireoidite de Hashimoto pode estar associada a outras doenças autoimunes, como: doença de Addison, diabetes melittus tipo I, vitiligo e anemia perniciosa.

A tireoidite de Hashimoto aumenta o risco de linfoma de tireoide.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito basicamente com quadro clínico compatível e a dosagem aumentada de autoanticorpos tireoidianos, principalmente o anticorpo anti-TPO e o antitireoglobulina. A avaliação do estado funcional da glândula não é necessária para confirmar o diagnóstico. Em casos duvidosos a biópsia pode ser necessária. As indicações da biópsia em caso de tireoidite de Hashimoto são: dor local, crescimento rápido e nódulos.

Tratamento:

Não existe tratamento específico para a tireoidite de Hashimoto, deve-se fazer a reposição adequada de hormônio tireoidiano, mantendo o TSH entre 0,5-2,0 µU/ml. O tratamento é feito com Levotiroxina 1,6-1,8 mgc/kg/dia. Em pacientes com mais de 50 anos, a dose recomendada é de 50 mcg/dia.



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