TOXOCARÍASE HUMANA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 10/01/2013

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A toxocaríase humana é uma doença causada por ascarídeos conhecidos como Toxocara canis e Toxocara cati, que tem como hospedeiros definitivos o cão e o gato, respectivamente. As principais formas clínicas são a visceral e a ocular, e na maioria das vezes a infecção é assintomática.

Sinais e Sintomas:Toxocaríase - lesão ocular

A grande maioria dos pacientes infectados é assintomática. Os pacientes sintomáticos desenvolvem o quadro clínico de acordo com a quantidade e a localização das larvas e da resposta imunológica do paciente.

A toxocaríase visceral acomete preferencialmente crianças novas e é caracterizada por manifestações respiratórias, febre, hepatomegalia e esplenomegalia. As principais manifestações respiratórias são: pneumopatia eosinofílica aguda, pneumopatia crônica e síndrome do bebê chiador. O acometimento hepático é frequente e precoce.

A toxocaríase ocular também ocorre preferencialmente em crianças, porém, com uma idade mais avançada, e as vezes acomete adultos. O acometimento ocular costuma ser unilateral e as queixas mais comuns são dor, hiperemia ocular e diminuição da acuidade visual, além de leucocoria e estrabismo.

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As formas atípicas da toxocaríase são caracterizadas por acometimento adulto, dores abdominais e nos membros inferiores, cefaleia, astenia intensa e prolongada.

Diagnóstico:

O diagnóstico de certeza depende de identificação em biópsias hepáticas ou de outros órgãos acometidos. Porém, devido à técnica invasiva, não é um método utilizado rotineiramente.

Laboratorialmente é encontrado eosinofilia, aumento da velocidade de hemossidimentação e hipergamaglobulinemia. Em pacientes com formas atípicas ou com toxocaríase ocular, esses parâmetros podem estar normais ou apresentarem pequena alteração.

Atualmente, os testes imunoenzimáticos constituem a técnica imunodiagnóstica mais empregada nas suspeitas de infecção humana por Toxocara. Pacientes com síndrome de larva migrans visceral ou com formas atípicas de toxocaríase costumam desenvolver resposta humoral significativa, produzindo, já nas primeiras semanas de infecção, anticorpos facilmente detectáveis com o emprego de testes imunoenzimáticos.

Tratamento:

Vários anti-helmínticos têm sido utilizados no tratamento da síndrome de larva migrans visceral, principalmente os derivados imidazólicos, além da dietilcarbamazina e da ivermectina.

O tiabendazol tem sido a droga de escolha, utilizada na dose de 30 a 50mg/kg/dia, durante 7 a 10 dias. O esquema deve ser repetido por uma ou mais vezes, após período de descanso, dependendo da resposta clínica do paciente.

Nos pacientes com toxocaríase ocular aconselha-se além do anti-helmíntico administrar corticoides, afim de diminuir lesões inflamatórias intra-oculares decorrentes da liberação de antígenos parasitários após morte das larvas de Toxocara.



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