TRANSPLANTE DE FÍGADO

Por: Carla Ciriani Pedroso | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 23/10/2013

PUBLICIDADE
Transplante Fígado

 

O transplante de fígado é o tratamento de eleição para pacientes com insuficiência hepática grave, doença hepática em estágio final, e determinadas doenças hepáticas metabólicas para as quais não existam opções terapêuticas.  Com os esquemas modernos de medicamentos imunossupressores, os avanços técnicos e melhores cuidados perioperatórios, as taxas atuais de sobrevida do paciente em um ano após o transplante é de 85% a 90%, exceto nos casos de malignidade hepática, para as quais a sobrevida de 1 ano é de 72%.

O enxerto hepático pode ser obtido de doador falecido ou por meio de parte do fígado extraída de um doador vivo (Transplante Intervivos). Não é necessário documentos escritos para ser doador de órgãos, basta avisar á família.

O doador não pode ter doenças como:

Diabetes
Hipertensão arterial
– Problemas cardíacos
– Desnutrição

Além dessas possibilidades existe a restrição do tamanho do fígado. Este deve ser calculado através de tomografia computadorizada e o peso do fígado a ser doado deve ser de 1% do peso corporal do receptor. Existe ainda o tipo sanguíneos, que deve ser o mesmo entre doador e receptor, independente do fator Rh. As indicações para o transplante são: Cirrótico, Child-Pugh A, com uma das seguintes complicações:

– Hemorragia digestiva alta;
– Síndrome hepatopulmonar – com manifestações clínicas;
– Encefalopatia hepática crônica;
– Peritonite bacteriana espontânea – um episódio;
– Hepatocarcinoma;
– Cirrótico, Child-Pugh B ou C, independente de complicações;
– Cirrose Biliar Primária;
Colangite Esclerosante Primária;
– Insuficiência Hepática Aguda.

Contra-indicações para o transplante:

– Tumores aparentemente incuráveis pelo transplante;
– Idade ? 71 anos;
– Doença metastática para o fígado;
– Não aderência à abstinência alcoólica;
– Infecções não controladas;
– Doença cardiopulmonar avançada;
– Doença sistêmica ameaçadora à vida;
– Soropositividade para HIV.

Existem três tipos de transplante hepático:

– Trasplante hepático ortotópico: é o tipo mais utilizado na prática. Refere-se à retirada do fígado doente seguida do transplante de um fígado inteiro do doador, neste caso, um doador cadavérico. O doador deve encontrar-se em morte cerebral documentada.
– Transplante hepático heterotópico: refere-se ao transplante de um fígado novo em outro sítio anatômico, mantendo-se o fígado do receptor. Esta técnica pode ser usada em insuficiência hepática fulminante, quando existe uma chance de recuperação do fígado doente.
– Transplante de fígado reduzido: refere-se à retirada do fígado doente seguida do transplante de uma parte do fígado do doador. Neste caso, o doador pode ser cadavérico ou vivo.

- PUBLICIDADE -

Algumas estratégias estão sendo criadas para minimizar a morte nas chamadas “filas do transplante” que ocorrem pelo fato da demanda ser maior do que a procura:

Transplante intervivos: uma técnica teoricamente só possível em transplante de órgãos duplos, como os rins. Devido a sua alta capacidade regenerativa, pode-se retirar um lobo hepático de uma pessoa viva e transplantar no paciente que precisa receber um fígado novo.
Transplante em “Dominó”:  é um tipo raramente utilizado. Nesta estratégia, um paciente recebe um transplante hepático e o seu próprio fígado que foi retirado é transplantado num outro receptor. Isso só pode ser realizado em uma doença: polineuropatia amiloide familiar.Classificação de Child-Pugh

O transplante de fígado produz, com freqüência, rejeição. A grande dificuldade é manusear adequadamente os diversos esquemas conhecidos de imunossupressão para evitar as rejeições.  A imunossupressão medicamentosa é obrigatória em todos os casos, mesmo naqueles em que já estão com a imunidade gravemente comprometida pela doença hepática. A imunossupressão medicamentosa não pode ser excessiva a ponto de produzir infecções, nem ser leve o suficiente para permitir rejeições que, por sua vez, obriguem à utilização de drogas mais potentes.  Esse equilíbrio é difícil de ser encontrado, pois são diferentes os pacientes, a idade, a condição clínica, a doença hepática, etc. Além disso, as drogas utilizadas são altamente tóxicas e produzem efeitos indesejáveis de monta em praticamente todos os casos. As complicações do transplante dividem-se em precoces e tardias:

– Precoces:

– Primária do enxerto não-função – retransplante urgente;
– Sangramento – disfunção de enxerto e hipotermia;
– Icterícia – estenose biliar;
Trombose da artéria hepática – febre alta repentina;
– Trombose da veia porta – falha técnica, rejeição ou função inicial pobre;
– Rejeição aguda – 20 a 40%; febre, volume de bile reduzida, inchaço do enxerto, fatores de coagulação;
– Infecciosas – causa mais importante de morbidade e mortalidade.

– Tardias:

Obesidade – aumento de colesterol e triglicerídeos;
– Imunossupressão – uso de corticóides a longo prazo;
– Diabetes pós-operatório – 10 a 15% dos casos;
Insuficiência renal crônica;
Hepatite B e C;
– Lesões biliares tipo isquêmicas – colestase.



PUBLICIDADES


Deixe um Comentário

Antes de enviar seu Comentário, faça o cálculo abaixo: * Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Powered by WordPress | Designed by: Best SUV | Thanks to Toyota SUV, Ford SUV and Best Truck