TRANSTORNOS DA SEXUALIDADE

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 31/05/2013

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Sexualidade

 

Os transtornos da sexualidade são interpretados como fracasso em resolver a crise edipiana pela identificação com o pai ou a mãe, lavando a uma inadequada escolha do objeto de desejo sexual. Compreende os transtornos de identidade sexual e os transtornos de preferência sexual.

Transtornos de identidade sexual:

– Transexualismo: desejo de viver e ser aceito como um membro do sexo oposto, podendo levar à busca de tratamentos hormonais e cirurgias.
– Travestismo de duplo papel: uso de roupas do sexo oposto, mas sem desejo de mudança permanente do sexo.
– Transtorno de identidade sexual na infância: início durante a primeira infância; é caracterizado por uma angústia com relação ao sexo designado e um desejo de ser do outro sexo.

Transtorno de preferência sexual:Homossexualismo

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– Fetichismo: necessidade de objetos como estímulo para excitação e satisfação sexual. Em geral tem início na adolescência e é mais frequente no sexo masculino.
– Travestismo fetichista: utilização de roupas do sexo oposto para excitação sexual. Pode ser uma fase precoce de transualismo.
– Exibicionismo: impulso e desejo de expor os genitais a uma pessoa estranha ou em lugar público. Habitualmente seguido de masturbação. Mais frequente em homens.
– Voyeurismo: tendência recorrente ou persistente de olhas pessoas nuas, despindo-se ou em atividades sexuais.
– Pedofilia: impulso ou excitação sexual recorrente e intenso por crianças.
– Sadomasoquismo: preferência por atividade sexual envolvendo dor ou humilhação. Masoquista é o que sofre a dor, e sádico o que a provoca.
– Masturbação: obtenção de prazer sexual sozinho. Atividade normal em todas as fases da vida, exceto quando é constantemente preferida ao sexo com o parceiro, ou quando for o único tipo de atividade sexual da pessoa.
– Homossexualismo: atração sexual por parceiro do mesmo sexo.
– Outras parafilias menos frequente incluem escatologia telefônica (prazer com telefonemas obscenos), necrofilia (satisfação sexual com cadáveres), zoofilia (com animais), coprofilia (prazer sexual associado ao desejo de defecar sobre o parceiro), hipoxifilia (alteração do estado de consciência devido à hipóxia durante o orgasmo).

Diagnósticos diferenciais:

Deve-se diferenciar as parafilias de uma experiência sexual isolada e não compulsiva; algumas vezes fazem parte de outro transtorno mental.

Tratamento:

Deve-se conscientizar o paciente dos fatores desencadeantes e da causa da parafilia. Instituir terapia comportamental para interromper o padrão parafílico e psicoterapia. Os medicamentos só tem utilidade quando há comorbidades associadas.

Prognóstico:

Vai depender da presença de fatores de mau ou de bom prognóstico. Os fatores que indicam bom prognóstico são: história de relação sexual normal além da parafilia, motivação para mudança e busca espontânea para tratamento. Os fatores de mau prognóstico são: início precoce, alta frequência dos atos, ausência de culpa ou vergonha, abuso de substâncias psicoativas, presença de transtorno grave de personalidade.



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