TRAQUEOSTOMIA | O que é? – Como fazer? – Complicações

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 27/05/2015

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Traqueostomia

 

No processo natural de respiração, o ar entra pelas narinas ou pela boca, passa na laringe por entre as pregas vocais, depois pela traqueia, até atingir os brônquios e alvéolos pulmonares. Quando, por alguma razão, a entrada de ar é barrada nas primeiras etapas, uma forma de fazer com que o ar chegue até os pulmões é pela traqueostomia, ou seja, abrindo um orifício entre o segundo e terceiro anéis da traqueia, na região do pescoço.

O procedimento, apesar de uma cirurgia simples, deve ser sempre realizado sempre por um especialista e representa um atalho no ciclo respiratório do paciente, o qual necessita então a ajuda de aparelhos para a entrada e saída do ar. Dependendo da causa, a traqueostomia pode ser temporária ou permanente.

Quando se deve realizar a Traqueostomia?

Na maioria dos casos, a traqueostomia é realizada em casos patológicos, como: parada respiratória ou cardíaca; insuficiência respiratória grave; obstruções das vias aéreas altas; presença de secreções abundantes da árvore brônquica profunda.

Geralmente a cirurgia é feita em pacientes com idade mais avançada que apresentam certas debilidades, como: fraqueza de aeração; doenças ou traumas neuromusculares; queimaduras; neoplasias; corpos estranhos; anomalias congênitas que afetem a respiração; infecções; apneias do sono.

Em casos como edemas de glote, o processo de traqueostomia pode ser essencial e salvar vidas.

Como é feita a traqueostomia?Traqueostomia

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O procedimento para a cirurgia depende do grau de urgência. A forma ideal é levar o paciente até um centro cirúrgico e aplicar anestesia geral. Logo em seguida, seu pescoço deve ser limpo e assepsiado. Em seguida, o médico deverá fazer incisões para expor os anéis cartilaginosos que formam a parte externa da traqueia. Assim, o cirurgião corta dois anéis e insere uma cânula metálica ou plástica, que permite o contato do interior da traqueia com o meio externo. Na extremidade externa são conectados aparelhos de respiração artificial.

O paciente deve permanecer assim até que os aparelhos para respiração artificial já não sejam mais necessários. Assim, deve-se iniciar o processo para fechamento do orifício, que consiste em trocar a cânula por outras de diâmetros cada vez menores, até que o orifício feche espontaneamente. A recuperação do paciente depois da retirada da cânula varia de acordo com vários fatores, mas geralmente ocorre entre cinco e trinta dias.

Dificuldades e complicações

Uma das maiores dificuldades para os pacientes que realizam a traqueostomia é que o ar expelido não passa pelas cordas vocais e, portanto, praticamente impede a fala. Isso, contudo, é recuperado uma vez que a traqueostomia é desfeita.

Se não for realizada com bastante precisão e atingir uma região acima da traqueia, como os tumores da laringe, a traqueostomia deve permanecer até que se resolva essa obstrução, ou então pode ser que o paciente necessite mantê-la para sempre.

As maiores complicações que os pacientes enfrentam consistem em: sangramento e infecção no corte, hemorragias, hipóxia, edema traqueal, enfisema subcutâneo, obstrução da cânula, mau posicionamento da cânula, estenose traqueal e subglótica, fístulas, dificuldade de extubação (retirada do tubo que mantém a respiração) e agravos provenientes de técnicas incorretas.



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