TROMBOSE VENOSA CEREBRAL

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 07/10/2012

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Antigamente a trombose venosa cerebral (TVC) era conhecida como uma doença grave e fatal. Atualmente, com o melhor conhecimento do seu desenvolvimento e tratamento, melhores métodos diagnósticos, tem diagnóstico mais frequente e prognóstico melhor.

Os seios venosos cerebrais acometidos pelo processo trombótico são também conhecidos como seios durais porque são cometidos de camada dura-máter, são eles: seio sagital superior e inferior, seio reto, seios transversos, seios sigmiodeos, seio occipital, seios cavernosos, seios esfenopalatinos, seio intracavernoso ou circular, seio petroso superior e inferior e plexo basilar.

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da trombose venosa cerebral são:

– Gravidez: é o fator de risco mais importante. Porém, a TVC é mais comum no puerpério, 1 a 5 semanas após o parto;
– Uso de anticoncepcionais orais, terapia androgênica, danazol;
– Trauma, cirurgia, infecção e abscesso cerebral, empiema, meningite, sinusite, otite mediam endocardite bacteriana, sepse;
– Desidratação, lúpus eritematoso sistêmica, doença de Behçet, sarcoidose;
– Policitemia vera, anemia falciforme, leucemia, linfoma, púrpura trombocitopênica trombótica, doenças mieloproliferativas, síndrome do anticorpo antifosfolípide.

Sinais e Sintomas:

A trombose venosa cerebral pode ter várias apresentações clínicas, podendo ser:

1)    Forma clássica e completa: o paciente apresenta convulsões, paresias e sinais de hipertensão intracraniana, ou seja, cefaleia de difícil controle com analgésicos comuns, náuseas ou vômitos e papiledema;

2)    Predomínio de convulsões;

3)    Predomínio de paresias;

4)    Predomínio de sintomas de hipertensão intracraniana;

5)    Forma fulminante, como hipertermia, respiração Cheyne-Stokes, coma e óbito;

6)    Forma lentamente progressiva.

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Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através de exames de imagem e exame do líquido cefalorraquiano.

A tomografia computadorizada pode detectar sinais sugestivos de trombose venosa cerebral, como sinal do delta vazio (ou do triângulo vazio), sinal do triângulo cheio, sinal da corda, estase venosa.

Se a tomografia computadorizada não apresentar alterações mas há suspeita clínica de TVC, deverá ser realizada a ressonância nuclear magnética ou a angiografia cerebral.

O exame do líquido cefalorraquiano pode ser útil na exclusão de diagnósticos diferenciais, como meningite, e monitorar a progressão ou resolução da doença.

Tratamento:

O tratamento da TVC é feito de acordo com a clínica e etiologia. Tratamento sintomático deve ser feito para pacientes com hipertensão intracraniana, usando diuréticos ou punções lombares de repetição. Antibióticos devem ser usados em casos de infecção. Drogas antiepiléticas devem ser usadas nos casos de convulsões e analgésicos para o alívio da dor.

O uso de heparina melhora o prognóstico e limita a progressão do trombose para as veias corticais profundas. A dose utilizada é de 18UI/kg/h, com monitorização duas a quatro vezes ao dia. A Warfarina é introduzida com a dose de 5mg/dia, devendo-se manter a anticoagulação com heparina por três a cinco dias ou até que haja um nível adequado do tempo de protrombina (RNI).

A anticoagulação é mantida por seis meses no primeiro episódio de TVC, por um ano no segundo episódio ou indefinidamente se houver identificação da etiologia que necessite desse tratamento.



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