ÚLCERA PÉPTICA | Estômago, Duodeno, Esôfago

Por: Marina Zanetti | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 10/09/2012

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Úlcera péptica

 

Úlceras são lesões que ocorrem na mucosa de um órgão. Úlcera péptica ocorre devido a acidez estomacal, podendo acometer o esôfago, estômago e intestino, sendo os dois últimos os mais comuns.

Sintomas:

Os sintomas mais comuns são:

Dor Epigástrica do tipo queimação;
– Ritmicidade da dor;
– Relação com alimentação.

Por vezes ocorre o fenômeno “clocking”, que é o ato de acordar com dor de madrugada, por volta das 02 ou 03 horas da manhã.

Causas:

As causas mais comuns se relacionam com a bactéria Helicobacter pylori ou com o uso de medicamentos Antiinflamatórios.

Estudos mostram que quando presente, a H. pylori se relaciona com 95% das úlceras duodenais (úlceras que acometem a primeira porção do intestino delgado), 80% das úlceras gástricas (úlceras que acometem o estômago) e 100 % das gastrites (processo inflamatório do estômago).

Existem também algumas outras causas para as úlceras, porém são mais raras:

– Síndrome de Zollinger-Ellison: uma síndrome que causa aumento da gastrina (hormônio que atua no estômago, estimulando a produção de suco gástrico), aumento do HCl (suco gástrico), presença de várias úlceras e tumor (geralmente no pâncreas);
– Hiperparatireoidismo;
– Neoplasias;
– Infecções.

As úlceras ocorrem por conta de um desequilíbrio existente entre os fatores agressores e protetores da mucosa.

No estômago há produção de muco e bicarbonato para neutralizar e protegê-lo contra a acidez estomacal quando necessário, mas a H. pylori interfere nessa produção, havendo um desequilíbrio que pode acarretar nas úlceras gástricas.

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Para que haja as úlceras duodenais é necessário que o indivíduo se contamine pela bactéria, que irá interferir na produção de alguns hormônios, entre eles somatostatina, produzido pelo pâncreas e responsável por regular a produção de gastrina. Haverá portanto aumento de gastrina e consequentemente aumento de suco gástrico.

No duodeno (primeira parte do intestino delgado) ocorre um fenômeno denominado metaplasia, que é a transformação de um tipo de células em outro, sendo as células do duodeno substituídas por células do estômago, e assim propiciando um local adequando para a colonização do H. pylori, que antes só vivia no estômago, passa agora a viver também no duodeno e pode causar uma duodenite (processo inflamatório do dueodeno) e também as úlceras duodenais.

Todas as úlceras gástricas devem ser acompanhadas após tratamento, já as úlceras duodenais não há necessidade.

Úlcera péptica na endoscopia.

Diagnóstico:

O diagnóstico é dado por um médico gastroenterologista, e o exame de escolha é a endoscopia.

Tratamento:

O tratamento das úlceras pépticas é medicamentoso e pode incluir antiácidos, inibidores da bomba de prótons (omeprazol), bloqueador dos receptores de H2 (cimetidina, ranitidina) além de associação de dois ou três antibióticos para a erradicação do H. pylori. O uso de antiinflamatórios deve ser interrompido.

As úlceras gástricas cicatrizam mais rápido (de 6 a 8 semanas) que as úlceras duodenais (levam de 8 a 10 semanas para cicatrizarem).

Em alguns casos pode ser necessário indicação cirúrgica, como quando há incurabilidade clínica, hemorragias e perfuração destas úlceras, para evitar assim que o suco gástrico caia na cavidade abdominal e traga mais complicações ao paciente.



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One Response para o texto: “ÚLCERA PÉPTICA | Estômago, Duodeno, Esôfago”

  1. marcia aparecida morais disse:

    por favor quero sanar dúvidas minha filha de 17 anos tem úlcera duodenal e esta apavorada preciso de esclarecimentos…att.thuany 41 9148 606 e 41 3313 5420 grata.

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