VARÍOLA

Por: Clara Isabela Pereira | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 22/10/2012

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Varíola

 

Definição:

Doença eruptiva, sistêmica e muito contagiosa, caracterizada por lesões generalizadas que culminam em pústulas mal-cheirosas e de aspecto repulsivo. Acomete qualquer pessoa, de qualquer idade ou sexo.

Tem início abrupto e sofrimento intenso. Causa impedimento do manuseio e da marcha devido a presença de lesões dolorosas nas palmas e solas. Quando ocorre durante a gestação causa abortamento, morte materna e fetal.

A transmissão é direta, por via respiratória e por contato com as lesões, ou pela permanência em ambientes contaminados. A evolução é prolongada, podendo chegar até 2 meses, se não levar à morte antes. Há mais de 25 anos nenhum caso de varíola é registrado.

Sinais e Sintomas:

O paciente apresenta inicialmente um período prodrômico, que dura de 4 a 5 dias, com febre elevada e constante, cefaleia intensa, raquialgia e prostação. Em seguida há um período de melhora, para posteriormente surgirem as lesões.

O surto das lesões é único e as fases são sucessivas. Inicialmente formam-se máculas, que são transformadas em pápulas, vesículas, pústulas, crostas e cicatrizes. Essa evolução ocorre em 7 a 12 dias. As lesões tem consistência firme, aumentando em profundidade e não se rompendo facilmente.

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A fase de viremia secundária surge com a não ruptura das lesões, e é caracterizada por febre alta, lesões numerosas com pústulas mal cheirosas. As pústulas demorar a secar e se o paciente não receber cuidados higiênicos diários e adequados, evoluem para cicatriz escavada.

A forma fulminante da doença é a púrpura variolosa. As lesões não se estabelecem, mas o paciente é recoberto pelo manto hemorrágico, purpúreo, com choque e falência múltipla de órgãos.

Diagnósticos diferenciais:

Os principais diagnósticos diferenciais da varíola são: catapora, impetigo, eczema infectado, sífilis secundária, escabiose, picadas de insetos, eritema multiforme e erupções medicamentosas. Quando hemorrágica, os diagnósticos diferenciais são leucemia aguda, meningococcemia e púrpura trombocitopênica idiopática.

Diagnóstico:

O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e em métodos laboratoriais. Os exames podem ser feitos com raspado de lesões de pele e amostras de sangue. O aumento da reação em cadeia de polimerase (PCR) pode detectar o vírus antes do início dos sintomas.

O padrão-ouro para diagnóstico é a identificação do vírus através do seu isolamento em cultivo celular.

Tratamento:

O tratamento é de suporte, devendo manter o equilíbrio hidroeletrolítico e a antibioticoterapia é indicada para o tratamento de infecções bacterianas secundárias.



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