VASECTOMIA | A cirurgia, a reversão e os mitos

Por: Tiago Zenero | Texto Aprovado pelo Conselho Médico do MediFoco
Atualizado em 09/02/2014

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Vasectomia

 

A vasectomia é uma cirurgia de esterilização masculina, a qual impede que os espermatozoides sejam ejaculados junto com o esperma. O método de contracepção é muito seguro, não faz com o que homem perca a ereção e é reversível.

A cirurgia para realizar esse procedimento é muito simples e, apesar de não estar incluída em planos de saúde, pode ser feita gratuitamente pelo SUS. Com apenas uma caixinha de cirurgia estéril, uma ampola, anestésico local e dois fios de sutura um médico consegue realizar a vasectomia. Muitos pacientes saem da mesa de cirurgia e vão direto ao trabalho, sem necessitar fazer repouso no pós-operatório, nem jejum antes da cirurgia.

No procedimento cirúrgico, é feita uma pequena infiltração local com anestésico e uma pequena incisão em cada lado do saco escrotal. Assim, o médico consegue isolar os deferentes, que são os canais que levam espermatozoides do epidídimo para a uretra. Nessa hora pode haver um pequeno desconforto e o médico necessita aplicar novamente a anestesia. Em seguida, corta-se o deferente, e interpõe-se tecido conjuntivo para que o canal não recanalize. Pronto, é só fechar a incisão e o paciente pode ir para a casa.

Em cerca de 2 % a 3% dos casos, há vazamento de esperma na ligadura que vai do testículo para o deferente e, nesses casos, pode haver gravidez em uma relação sexual. Por isso, é recomendado que todos os homens que realizaram a cirurgia voltem ao médico de um a dois meses após a operação para realizar um espermograma.

A reversão do processo

Nos Estados Unidos, 5 % a 8 % dos pacientes se arrependem de terem feito a vasectomia. No Brasil, não há dados certos quanto a tais números, mas médicos acreditam que seja muito similar aos dados americanos. Por isso, além das indicações legais, os médicos aconselham seus pacientes antes de operá-los.

De acordo com a lei 9.263, de 1997, a vasectomia é indicada para homens acima de 25 anos ou com pelo menos dois filhos vivos, ou nos casos em que a gravidez do cônjuge gere risco de vida. Na prática, porém, os médicos sugerem que o paciente tenha pelo menos 30 anos, um casamento estável e a certeza de que não quer mais filhos permanentemente.

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Tais recomendações médicas acontecem porque, apesar de haver uma cirurgia de reversão, ela é cara e bem mais complexa do que a vasectomia. Até 5 anos após a cirurgia, a reversão traz 70 % de chances da mulher engravidar. Com o passar dos anos, as chances diminuem. 10 anos após a cirurgia, por exemplo, a chance de gravidez após a reversão é de 30 % a 40 %.

Outra solução para aqueles que desejam ter filhos após se passarem muitos anos da operação de vasectomia é optar pela retirada do espermatozoide direto do testículo através da biópsia, e realizar uma fertilização in vitro.

Tal procedimento é bastante caro e traz um aproveitamento entre 25 % e 30 % a cada retirada de espermatozoide, por isso é necessário, em média, realizar o processo quatro vezes até obter um resultado positivo. Outra desvantagem dessa cirurgia é que se o paciente desejar ter mais filhos, ele terá que realizar todo o procedimento novamente, enquanto a cirurgia de reversão da vasectomia permite que ele volte a ejacular espermatozoides inúmeras vezes.

Mitos e verdades

Muitos homens deixam de fazer a vasectomia devido a mitos que estão por trás da cirurgia, a grande maioria deles relacionados à perda de libido e de masculinidade.

Não há nenhuma relação entre a vasectomia e a masculinidade, desempenho ou impotência sexual do homem. Para aqueles que acreditam que a cirurgia pode causar diminuição no tamanho do pênis, isso também é totalmente errôneo, uma vez que a operação nem meche com o pênis.

A vasectomia não é similar a um processo de castração é não há nenhum tipo de mutilação do órgão sexual masculino nem do escroto. Também não é comum sentir dores no ato sexual após a cirurgia.

O que médicos relatam é que após o procedimento cirúrgico há um aumento na libido do homem e a vida sexual do casal aumenta, uma vez que eles não precisam mais se preocupar em utilizar anticoncepcionais e podem realizar o ato sexual sem o perigo da gravidez indesejada.



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